domingo, 7 de maio de 2017

Legado de Mãe

Hoje acordo de novo na Quinta.

Foram quinze dias fora, a vaguear pelo país, de Norte a Sul com paragem no Centro.
Chegada a casa, fico impressionada como tudo cresceu. Ervas, flores e as hortícolas.
Indecisa para o almoço limitei-me a ir ao quintal observar e questionar:

- O que precisa mais urgentemente de ser colhido? ... os nabos mostarda, a cabeça de nabo e os coentros que já espigam. Decididamente um repolho que já está no ponto e um alho francês que já se vê uma flor a nascer. Ah, mas tenho de apanhar umas folhas de  couve kale. São as primeiras, não resisto. Não posso esquecer de ir buscar os ovos.

E com isto, podem imaginar, vim de cesto cheio para a cozinha e com ingredientes de sobra para um almoço.

Depois de passar estes quinze dias a comprar tudo, até uma insignificante folha de salsa, estar em casa com um prato cheio de ingredientes que estão apenas à distância de uma mão, é qualquer coisa de maravilhoso, que as palavras não me bastam.

Sinto-me feliz...e rica no meio desta abundância. E devo-o à minha mãe. Sim, à minha mãe. Não que ela me cultive o quintal, contudo deixou-me o legado de amar a horta e de sentir um prazer absoluto nessa simplicidade de semear e colher.
Dedico esta minha colheita a ela, porque dizem que hoje é o dia da mãe Ahahahhaha como se ela precisa-se de um dia .... Abraço doce querida mãe


Mãezarrota orgulhosa com a sua colheita

domingo, 19 de fevereiro de 2017

Como Começar o Dia

Acordei rabujenta. Precisava de mimos.
Fui até ao Queijo Vaquinha e tomei pequeno almoço como é dado: bolo lêvedo com queijo vaquinha e um belo galão. Os "donetes" ainda me acenaram do tabuleiro. Sou forte ;) e resisti.
Mais aconchegada, pus-me a caminho. Apanhei a princesa, disse-lhe que íamos dar um passeio de burra. Fraziu o nariz, mas vestiu o seu fato treino cor-de-rosa e sapatilhas a condizer, porque uma princesa mesmo para andar de burra, é sempre uma princesa. E lá fomos nós a caminho da Quinta Basalto Horse Experience.

Apesar do sol não brilhar, estava uma manhã calma. Deambulamos na companhia de mães com petizes de colo, e a Mónica com os seus cães, nos envolvendo com as histórias dos recantos da quinta e dos seus habitantes. A caminhada conduzia-nos entre os pastos e o arvoredo, ao encontro das éguas e das burras. As únicas que tem autorização de pastar livremente pela quinta. Por entre as silvas, ouviram-se sons e começaram aparecer duas cabeças. A Fada e Adelaide, logo depois a Caipirinha e a Antonieta.


Após o encontro...hmm..não vou revelar, deixo apenas algumas imagens para dar o aroma. Posso dizer contudo que estar entre cavalos, cães, burras no meio do campo, num dia suave é uma benção para qualquer alma rabujenta. Aconselho a todos um passeio e uma experiência nesta quinta de São Bartolomeu. Basalto Horse Experience é must visit para todos os turístas e terceirenses.









É verdade e o impensável aconteceu...a princesa montou. Bem não foi a burra, sim claro, nenhuma princesa anda de burro, foi mesmo num cavalo branco de olhos azuis como os dela ;)


sábado, 31 de dezembro de 2016

O caminho à minha frente

Hoje é último dia do ano ...


Foi um ano longo, nem sempre direito, nem sempre tranquilo.

Houve buracos. Caí em muitos deles, contornei outros, contudo continuei a andar.

O caminho estende-se à minha frente. Tenho a sensação neste dia, ou não, de que um novo caminho se estende. Porém noto que afinal é sempre o mesmo, apenas hoje é como se contornasse uma esquina, e agora à minha frente, vejo, novamente, uma porção nova deste.

É bom, estou curiosa. Continuo sem saber onde esta canada me vai levar, mas quero descobrir... Também queres? Sim, tenho a certeza que essa é a resposta. Então vamos. Mochila às costas, sorriso no rosto e um pé à frente do outro...que maravilhoso é o desconhecido.

Como diz uma querida amiga: Esta coisa da vida é mesmo interessante.

Bom ano para todos



quarta-feira, 9 de novembro de 2016

Quando o mundo fica confuso

Há dias em que acordamos e tudo está virado de pernas para o ar.
Dá medo ...
Dúvidamos dos dias que estão para vir,
Há falta de esperança,
Há falta de fé,
Parece tudo demasiado grande, para as nossas mãos pequeninas.

Quando nada parece plausível de ser feito, O que fazer então?

A mim só me resta uma coisa...olhar para a simplicidade do Amor. Aquela que esteja mais próxima de mim. Ficar ali e acreditar que tal como eu, o mundo inteiro também se pode render a ele.

Hoje olho para um dos seres da nova ninhada cá da Quinta. São quatro.
Chamo-lhes gatos terapêuticos.
Nasceram no meio de um mundo em profunda convulsão e, contudo, trazem consigo um tal poder de me impulsionarem um sorriso, que não duvido porque vieram, quem são, e porque estão aqui.
São os guardiões da minha alma.
Mantêm-na segura. Lembram-me o que é importante, o que tenho de escolher, o que devo fazer. São tão pequeninos e tão poderosos.

Este é contributo que me ensinam todos os dias a dar ao mundo... Um sorriso...A simplicidade do Amor.



sábado, 9 de julho de 2016

Estamos todos engavetados

Na quinta este fim-de-semana estamos todos engavetados. A humidade deve estar nos 1000%. A nuvem que nos cobre quase há uma semana, levantou um pouco, e os raios de sol espreitam, algo tímidos.
Nesta condições apetece isto mesmo, "engavetarmo-nos" na primeira gaveta disponível, e tal como as nossas cinco novas feras, preguiçar pela tarde fora.



Deixamos na horta os vegetais a crescer e o dia irá se arrastar sem grandes odisseias. À noite o jantar será composto de  pataniscas de feijão verde, uma versão da Quinta da Vinagreira dos peixinhos da horta. Estes terão um sabor especial porque os feijões verdes que os enriquecerão, vieram do Biotrocas organizado pela Gequesta em São Mateus no Domingo passado. Os feijões, entre outras maravilhas, cresceram na "Quinta Cá da Terra" com os quais troquei Okara estufada.
Imaginem que lá os feijões e outros vegetais, crescem sem adubos, pesticidas e herbicidas. Crescem na terra e são alimentados por ela...hmmm!!... Radical. Não ??

Para quem quiser ver o que cresce por lá, na "Quinta Cá da Terra" e quem sabe até enriquecer os seus pratos com os seus produtos maravilhosos, pois parece que se pode encomendar estas iguarias, aqui fica o endereço com a fotografia de um dos seus cuidadores. Sim, parece que estamos num mercado Vietnamita, mas é mesmo aqui na Terceira, com um Terceirense de gema.

https://www.facebook.com/quintacadaterra/?fref=ts
E agora a receita.



PATANISCAS FEIJÃO VERDE
I n g r e d i e n t e s


Preparação

- 250 gr de feijão verde
- 1 cebola
- 4 colheres sopa farinha polvilho
- 4 ovos
-1 Colher café açafrão-das-índias
- Cenoura pequena raspada
- Sal, pimenta branca
- raspa de limão





- Picar o feijão verde aos bocadinhos;
- Picar a cebola;
- Bater os ovos;
- Juntar todos os ingredientes e fritar colocando colheres de sopa do recheio.

Sugestões:Acompanhar com uma boa salada de Verão. Regar no prato as pataniscas com sumo de limão.

Bom Apetit ...




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