Ontem, depois da aula de yoga, passei para o outro lado do palco. Numa sessão deliciosa de Yoga do Riso, facilitada pela Ana Fevereiro, de professora passei a aluna.
Após muitas boas gargalhadas, como todas as aulas de yoga devem terminar, deitamo-nos num doce relaxamento, a meia luz e com sorrisos no rosto. Aqui normalmente estou eu a pintar paisagens para os outros viajarem, hoje, contudo, estava eu a ser guiada.
Não me levaram para nenhum lugar concreto, deixaram-me escolher essa paisagem onde a minha alma se iria recolher por uns minutos.
Não precisei nem de pensar. Mal me foi pedido para imaginar um lugar calmo e tranquilo, fui levada de imediato para debaixo do meu castanheiro, e à minha volta e em cima do meu corpo, deitavam-se todas as crianças felinas e caninas, vivas e que já partiram, da Quinta da Vinagreira. A paisagem perfeita, o momento onde me posso abandonar na essência do que sou. hmmmm delicioso
Hoje, mesmo agora à pouco, ninguém me pedia para viajar para lado nenhum, mas o meu homem com a sua máquina fotográfica, foi isto que captou :)
Quando o sonho é a realidade, o que podemos pedir mais à vida?!!1. Só nos resta mesmo um coração cheio de Gratidão.
sexta-feira, 9 de fevereiro de 2018
terça-feira, 31 de outubro de 2017
Aconchegos de Outono: sopa de caiotas, beldroegas e salsa.
Ah, hoje fez um daqueles dias maravilhosos de Outono. Aquele tempo calmo em que sussurra o silêncio. Apetece deambular por baixo das árvores que se despem, e pela horta, onde tudo está em fase de adormecer, depois da euforia da frutificação do Verão. Nestas deambulações contemplativas, com três mini-gatos a correr ao meu lado, quase atropelei estes belos raminhos de beldroelgas.
Hmmm..., que viçosas! Já sei para onde estas vão. Direitinhas para o tacho, para a sopa de caiota e beldroegas. E, como a salsa pesponta na horta, está decidido, será mesmo é uma sopa de caiotas, beldroegas e salsa.
Temos jantar. Cá na quinta as noites na mesa são sempre à volta de uma panela de sopa. O patrão não aprecia demasiado o conceito, mas entre ter de fazer o jantar e comer as minhas sopas, opta pela segunda opção.
Sem dúvida que uma das belezas das caiotas é mesmo nas sopas. Substituem alimentos mais calóricos, como a batata, e fazem uma base de sopa maravilhosa. Penso que nesta altura do ano não há uma única sopa sem caiota cá por casa. Deixo-vos esta receita, entre tantas outras possíveis e deliciosas opções.
Moqueca de caiota e um galinheiro móvel
O dia todo a fazer um galinheiro móvel para as galinhas.
Não está a correr bem.
As galinhas não estão felizes, mas em contrapartida os gatos sim. Ficam fora do galinheiro a fazer pressão psicológica. Pode-se adivinhar porque as galinhas não estão a usufruir da experiência. ;)
A ideia deste galinheiro é ser muito móvel e versátil, para caber em todos os recantos do quintal. Todas as partes são móveis, para não ser uma estrutura fixa. A ideia até funcionou, mas a casa para se abrigarem e, claro, se sentirem inspiradas colocarem um ovo, é que me está a dar cabo da cabeça. Os meus dotes de carpinteira deixam um pouco a desejar e, até agora, as várias tentativas levadas a cabo resultaram em sucessivas frustrações.
Enfim amanhã é um novo dia...
Agora tenho um rato a cantar no estômago ... Está na hora de ir para cozinha e dedicar-me à "Ode das Caiotas".
Temos hoje na ementa moqueca de caiota.
Uma pequena delícia inspirada numa receita de moqueca de tofu da Gabriela Oliveira.
Adoro esta receita porque é rápida e deliciosa. Acompanhada com um arrozinho e uma salada, faz um almoço de reis. Deixo-vos então com mais uma sugestão para as vossas caiotas/chuchus. Deliciem-se.
Não está a correr bem.
As galinhas não estão felizes, mas em contrapartida os gatos sim. Ficam fora do galinheiro a fazer pressão psicológica. Pode-se adivinhar porque as galinhas não estão a usufruir da experiência. ;)
A ideia deste galinheiro é ser muito móvel e versátil, para caber em todos os recantos do quintal. Todas as partes são móveis, para não ser uma estrutura fixa. A ideia até funcionou, mas a casa para se abrigarem e, claro, se sentirem inspiradas colocarem um ovo, é que me está a dar cabo da cabeça. Os meus dotes de carpinteira deixam um pouco a desejar e, até agora, as várias tentativas levadas a cabo resultaram em sucessivas frustrações.
Enfim amanhã é um novo dia...
Agora tenho um rato a cantar no estômago ... Está na hora de ir para cozinha e dedicar-me à "Ode das Caiotas".
Temos hoje na ementa moqueca de caiota.
Uma pequena delícia inspirada numa receita de moqueca de tofu da Gabriela Oliveira.
Adoro esta receita porque é rápida e deliciosa. Acompanhada com um arrozinho e uma salada, faz um almoço de reis. Deixo-vos então com mais uma sugestão para as vossas caiotas/chuchus. Deliciem-se.
INGREDIENTES (2 pessoas de muito alimento ; ) esta é a medida cá de casa)
- 2 caiotas grandes
- 1 cenoura
- Tiras de 1/2 pimento
- Tomate triturado (1/2 lata 400ml)
- 1/2 cebola média
- 2 dentes de alho
- azeite q.b.
- 2 c. sopa de limão
- 1 lata de leite de coco
- 1 malagueta pequena (opcional)
- Coentros
- 1 folha de louro
- Pimentão-doce ou paprika q,b.
- Cominhos q.b.
- Sal q.b.
- Modo de Preparo
- Descasque as caiotas e cenouras e corte-as aos bocados
- Pique a cebola e os alhos
- Refogue em azeite até alourar a cebola e o alho
- Junte as caiotas e a cenoura, refogue um pouco e adicione o tomate
- Coloque os temperos, a folha de louro, o pimento e o sumo de limão mexendo bem
- Adicione o leite de coco, a malagueta e os coentros. Deixe apurar um pouco e rectifique o sal.
VARIAÇÃO
- Substitua as caiotas por tofu
DICA
- Para descascar as caiotas e não ficar com a goma das mesmas nas mãos, faça-o debaixo de água corrente.
segunda-feira, 30 de outubro de 2017
Uma Ode Às Caiotas
Crescem como monda
São uma praga no meu quintal
Não sei o que fazer com tanta caiota
Caiotas, não sabem a nada
A sério??!!!!
Se não gostam, se são demais e não sabem o que fazer com elas, tenho a solução ideal para si
MANDEM-NAS TODAS PARA A QUINTA DA VINAGREIRA
As caoitas/chucus crescem como monda em todo o lado menos na nossa horta. E eu adoroooooooooooo-as.
São lacreme de la creme do Outono na cozinha da quinta. Sim é verdade não sabem a grande coisa, mas por isso mesmo a sua versatilidade é incomparável. Sopas, acompanhamentos, pratos principais e sobremesas, servem literalmente para tudo. Cá em casa nunca me canso de as usar. Quantos mais tenho, mais uso. Como-as eu, o Marido, os convidados, os cães, os gatos e as galinhas ...
E dizem-me que não sabem o que fazer com elas.
Por Amor de Deus. É tempo de trazer as coiotas ao seu devido lugar.
E por uns dias é isso que vou fazer, uma Ode às Caiotas, partilhando convosco algumas das minhas receitas preferidas. E se vocês tiverem também alguma receita de eleição com caiotas enviem para a quinta vinagreira (vinagreira@gmail.com) e publicarei aqui, para crescermos esta linda corrente de veneração da caiota. ;)
Vamos elevar a caiota ao estatuto que ela merece
Ok, deixei-me levar um pouco pelo entusiasmo. Talvez a caiota não seja o melhor legume do mundo, contudo é um grande legume e merece um lugar nas nossas cozinhas.
Para além da sua versatilidade culinária, apresenta inúmeras propriedades benéficas para a saúde, sendo indicada para diabéticos, gota, artrite, pedra nos rins, regulação de água no organismo, baixar o colestrol e controlar o peso. Isto tudo devido ao seu alto conteúdo em fibras, vitaminas, minerais, aminoácidos e pouquíssimas calorias (I keep fowlling in love with you caiota ;) ).
Para terminar por hoje e começar a odisseia das caiotas deixo-vos algo doce que nada tem haver com as propriedades de perca de peso das caiotas. Contudo ontem choveu. Choveu e muito. Apeteceu algo para adocicar a alma que estava desconsolada e assim nasceu um pudim de caiota para tardes chuvosas.
Deixo-vos esta pequena delícia para iniciarmos docemente esta Ode às Caiotas :)
PUDIM DE CAIOTA
Ingredientes
- 500gr de caiota cozida
- 2 Colher(es) sopa de farinnha trigo
- 2 chávenas de açucar
- 3 ovos
- Raspa de 1 limãoo ou de laranja
- 200 ml de leite
- 100 gr de coco ralado
- Modo de Preparo
- Descasque e coza as caiotas.
- Numa forma coloque uma chávena de açucar e leve a lume para caramelizar as forma
- Junte todos os ingredientes no copo misturador e depois coloque na forma caremelizada.
- Leve a cozer no forno em banho maria por cerca de 40 minutos (dependo dos fornos)
VARIAÇÃO SEM GLUTEN SEM LACTOSE
- Substitua a farinha or 4 colheres de sopa de amido de milho MAIZENA
- e o leite por leite de coco
DICA
- Para descascar as caiotas para não ficar com a goma das mesmas nas mãos faça-o debaixo de água corrente.
sexta-feira, 23 de junho de 2017
43
Quarenta e três, é muito? é pouco?
Não faço ideia, mas é os que tenho, é os que fiz hoje, e souberam-me por uma vida inteira. Ahhhhh. São uma vida inteira. A minha vida inteira.
Há quem não goste de celebrar o dia em que nasceu.
Eu adoro.
Adoro celebrar esta coisa que é a vida. É algo espantoso. E quando me dou ao trabalho de pensar sobre isto (pensar não é algo que goste demasiado de fazer, embora continuo a fazer em demasia ;), espanto-me sempre e cada vez mais, pois isto de viver é uma experiência sublime.
Hoje foi um dia em cheio de celebração. Fui puramente egoísta. Dediquei-me só, e exclusivamente a mim.
Primeiro banho do ano, num mar incrivelmente azul (friooooooooo, brrrrrrrr);
Caminhada por mais um recanto mágico desta terra. Esta ilha nunca me deixa de espantar;
Piquenique numa bela sombra a olhar o mar;
Yoga por aqui e por acolá;
Gelado em São Mateus;
Passeio de fim de tarde com as cadelas, com escapadela para leitura no meio dos pastos;
E agora um jantarinho preparado por aquele que me acompanha em tudo...a minha cara metade;
E marchas na noite Sanjoaninhas?... Naaaaaaa, nem pensar ... fico em casa, na quinta, no ninho a escutar a música destes silêncios caseiros, bons demais para trocar pelo ruído da festa.
Assim, posso ficar aqui a imaginar que toda gente dança e canta hoje na cidade para me celebrar.
É verdade, ainda recebi como prenda especial um dia maravilhoso de sol, mar e céu azul. Obrigado
Há melhor que isto? Hmmm, não me parece. Que venham mais anos, quero mais :)

Não faço ideia, mas é os que tenho, é os que fiz hoje, e souberam-me por uma vida inteira. Ahhhhh. São uma vida inteira. A minha vida inteira.
Há quem não goste de celebrar o dia em que nasceu.
Eu adoro.
Adoro celebrar esta coisa que é a vida. É algo espantoso. E quando me dou ao trabalho de pensar sobre isto (pensar não é algo que goste demasiado de fazer, embora continuo a fazer em demasia ;), espanto-me sempre e cada vez mais, pois isto de viver é uma experiência sublime.
Hoje foi um dia em cheio de celebração. Fui puramente egoísta. Dediquei-me só, e exclusivamente a mim.
Primeiro banho do ano, num mar incrivelmente azul (friooooooooo, brrrrrrrr);
Caminhada por mais um recanto mágico desta terra. Esta ilha nunca me deixa de espantar;
Piquenique numa bela sombra a olhar o mar;
Yoga por aqui e por acolá;
Gelado em São Mateus;
Passeio de fim de tarde com as cadelas, com escapadela para leitura no meio dos pastos;
E agora um jantarinho preparado por aquele que me acompanha em tudo...a minha cara metade;
E marchas na noite Sanjoaninhas?... Naaaaaaa, nem pensar ... fico em casa, na quinta, no ninho a escutar a música destes silêncios caseiros, bons demais para trocar pelo ruído da festa.
Assim, posso ficar aqui a imaginar que toda gente dança e canta hoje na cidade para me celebrar.
É verdade, ainda recebi como prenda especial um dia maravilhoso de sol, mar e céu azul. Obrigado
Há melhor que isto? Hmmm, não me parece. Que venham mais anos, quero mais :)
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